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Toxicidade de nanopartículas de prata

Por Dra. Maria de Fatima Faria Viegas - Fundacentro

 

Este estudo teve por objetivo realizar um amplo e premente levantamento dos riscos da matéria em escala nanométrica (10-9), a luz da Nanotoxicologia, com ênfase no tamanho de 1 a 100 nm, em especial das nanopartículas de prata (AgNPs), empreendendo uma avaliação da qualidade de Revisões Sistemáticas (RS) sobre a toxicidade destes materiais a curto e longo prazo. O aumento recente da produção de nanomateriais (NMs) exige uma maior investigação sobre sua toxicidade potencial e efeitos adversos para a saúde após a exposição. A eleição da AgNP, dentre outras, se deve à relevância de tais potenciais efeitos adversos gerados, seu volume de produção mundial e ao contingente de literatura científica publicizada. Objetivos: Avaliar a qualidade de RS sobre a toxicidade das AgNPs em células in vitro, in vivoe ex vivo, em mamíferos, incluindo humanos, abrangendo metodologias e vieses potencialmente presentes, discutindo potenciais repercussões e necessidades de controle. Método: A metodologia escolhida foi a avaliação da qualidade (Quality Assessment) de RS que versam sobre a toxicidade dos NMs, sobretudo a nanoprata. Para tal, foi conduzida uma ampla pesquisa eletrônicas em restrições de data ou idioma, em vários bancos de dados. Os critérios de elegibilidade incluíram RS, com ou sem metanálise, focadas na toxicidade de nanopartículas de prata. Duas importantes ferramentas foram utilizadas para avaliar a qualidade destes estudos, quais sejam, AMSTAR 2, que avalia a qualidade metodológica de tais revisões, e ROBIS, para avaliação do risco de viés. Após o processo de seleção, 7 revisões sistemáticas foram incluídas. Cabe ressaltar que não foram encontrados Quality Assessments relacionados ao tema. Resultados: Dentre as sete revisões incluídas no estudo, especificamente, no que concerne à questão da pesquisa, pudemos observar diversidades no tema, evidenciando heterogeneidade. Cinco revisões incluíram estudos experimentais e duas abrangeram estudos observacionais em humanos. Nenhuma das avaliações incluídas contemplou todos os critérios da ferramenta AMSTAR 2, evidenciando predomínio de grau de confiança criticamente baixo. Através da ferramenta ROBIS, constatamos três revisões avaliadas como “baixo potencial de viés”, três revisões consideradas de “alto potencial de viés” e duas de classificação “incerta”. Em geral, houve consistência entre ROBIS e AMSTAR. Conclusões: No presente Quality Assessment, nenhuma das revisões alcançou todos os critérios nos checklists utilizados. Revela-se, portanto, uma irrefutável indicação da premência de padronização metodológica em futuras revisões.

 

Acesse: Avaliação da qualidade de revisões sistemáticas sobre toxicidade de nanopartículas de prata

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